São tantas as informações nessa tal internet. Tanta coisa interessante que apenas passamos os olhos apressados. Muitos sites acabam fadados ao esquecimento, pelo X no canto da página.
Uma dia, uma querida amiga me enviou um blog com nome simples, “para Francisco”. Contou-me que tinha lido o blog por horas seguinda, sem fazer a menor questão de segurar o choro. Que quando já tinha lido tudo, releu e leu, releu, não cansou.
Guardo até hoje o “para Francisco” entre os endereços favoritos. Aqueles lugares em que naufragamos e que sentimos uma doce aflição. Independente de ser tudo por esse modo frio, internet. As sensações simplesmente surgem.
“Para Francisco” é dor, amor, saudade e alegrias singelas. As coisas que nós humanos sentimos ao longo da vida, só que tudo junto. Do jeito que foi para Cris Guerra. Tudo junto, confuso e bonito.
O amor e suas artimanhas. Amar a saudade. Amar o que poderia ter acontecido, o que aconteceu. Amar um filho que veio em meio a um olhar fixo na vida que passou, vendo a banda passar cantando coisas de amor.
E é isso. O amor em meio a tanta dor. Amor que não serviu como tapador de buracos, mas ajudou a passar por cada um deles. Amor que só cresceu, sem a mutação de qualquer sentimento. Prevaleceu. A saudade parece ter ficado em cada pote de geleia de morango não degustado, no sorriso do filho amado e até nos e-mails de alguns anos atrás. Tudo isso em um blog, no diário, na válvula de escape.